COLUNA PORTUGUESA: Taça da Liga

F. C. Porto apura-se para os quartos-de-final nas grandes penalidades, depois de jogo emocionante.

O F. C. Porto apurou-se, ontem, quinta-feira, para os quartos-de-final da Taça de Portugal, mas só bateu o Belenenses no desempate por penáltis. Lima bisou para os lisboetas. Falcao e Rodríguez facturaram para os dragões, que apanharam um valente susto.

E ao 30.º penálti, Farías livrou os portistas de um pesadelo que por pouco não virou realidade. Foi um dos jogos mais emotivos da época e o melhor elogio que se pode fazer ao Belenenses é que mereceu levar a eliminatória para as grandes penalidades. O F. C. Porto pôs-se a jeito, mas Beto evitou a eliminação. Ainda assim, fica mais uma exibição dos portistas que deixou muito a desejar. O guarda-redes, mal batido nos dois golos, virou herói.

Provavelmente, nem os adeptos do Belenenses sonhavam ver a equipa fazer uma exibição tão boa. Ainda para mais com seis ausências de vulto (três centrais incluídos). Foi a melhor prestação da temporada e só os erros defensivos impediram a repetição da façanha de 1989, quando os lisboetas eliminaram o F. C. Porto.

Jesualdo Ferreira não mexeu muito em relação ao jogo com o Paços de Ferreira. Saíram Helton e Belluschi, por Beto e Valeri, mas as duas novidades não agarraram a oportunidade. O argentino andou escondido do jogo, enleado nas marcações adversárias e a equipa melhorou quando saiu. Sintomático. O guarda-redes ficou ligado aos dois golos de Lima, com uma saída precipitada no primeiro e mal batido no segundo. É certo que o dragão quase não sentiu a desvantagem, uma vez que empatou na jogada seguinte, pelo inevitável Falcao, numa jogada em que ficou a nu a fragilidade defensiva local.

Mesmo com quatro jogadores sub-23 em campo, o Belenenses não se atemorizou. Em muito contribuiu alguma falta de dinâmica portista. O dragão pareceu admirado com a postura adversária e não se deu bem com as marcações. Por momentos, fez lembrar a partida para o campeonato. Ainda assim, falhou por culpa própria, com destaque para Varela, ontem bastante perdulário.

Jesualdo Ferreira demorou 73 minutos para tirar Valeri. Com Farías e Falcao na frente, o dragão alargou-se para um 4x4x2, contra um Belenenses que mal saía da área. Mas, quando saiu, foi letal, de novo por Lima, em mais um golo consentido pela defesa portista. Mais uma vez, o F. C. Porto empatou de seguida, por Rodríguez, em mais uma falha defensiva belenense.

No prolongamento, a expulsão de Rodríguez levou Jesualdo a tirar Falcao e a equilibrar com Mariano. A equipa piorou, o cansaço foi notório, as tácticas quase desapareceram, mas golos nem vê-los. José Pedro atirou ao poste, Meireles, de baliza quase aberta, atirou para as nuvens e Bruno Vale negou o golo a Mariano.

Nas grandes penalidades, podia dar para qualquer lado. Houve de tudo, até golos dos guarda-redes. Beto defendeu cinco, Bruno Vale três. No final, foi Farías a acabar com o susto fora de horas.

Sporting derruba Mafra apenas por 4-3

O Sporting está nos quartos de final da Taça de Portugal, mas alcançou a meta sem qualquer brilho, num jogo que acabou por ser emotivo, mas mal jogado. O Mafra lutou, mas errou na postura defensiva. Zhang brilhou com um hat-trick e assustou os leões.

Sem qualquer brilhantismo, o Sporting chegou ao intervalo com o jogo praticamente resolvido, mercê dos lances de bola parada. Carvalhal disse que a equipa estava preparada para as surpresas que encerra a Taça, mas pouco se notou. Com cinco alterações no onze inicial, os leões apresentaram uma passividade e falta de atitude que colocou o nível exibicional a léguas do registado no último jogo e que mereceu o elogio do treinador. Para tal muito contribuiu a quase ausência de jogadores chave como Izmailov e Matías Fernandez.

Do lado oposto, o Mafra apresentou-se personalizado, consciente das limitações, entregando o controlo do jogo aos leões. Mas não se pense que a equipa de Filipe Moreira se limitava a defender. Aliás, em jogadas corridas, foi mesmo a única a criar perigo na maioria do tempo.

Para este ser maior e mais consistente apenas faltou maior acerto no passe por forma a aproveitar a passividade sportinguista. Mas os erros e as bolas paradas ditaram o evoluir do marcador. O Sporting marcou de penálti, mas assustou-se logo a seguir com um golaço de Zhang. Tremeu a equipa leonina, mas dois cantos ditaram a vantagem ao intervalo.

A tranquilidade lisboeta parecia cimentada no reatamento com um golo de Yannick a aproveitar mais um erro da defesa saloia. O tento teve um efeito soporífero na partida. O ritmo desceu, o Mafra desmoralizou, o Sporting tranquilizou-se e Carvalhal aproveitou para dar descanso aos mais utilizados.

A curiosidade residia em saber se o recém entrado Postiga conseguiria quebrar o enguiço e marcar esta época. Não o conseguiu mas teve o mérito de obrigar o guardião Juan Castro a fazer a primeira defesa do jogo, pasme-se, aos 79 minutos! Ao invés, foi Zhang a brilhar com um hat-trick. Primeiro à custa de um frango de Rui Patrício e depois num grande golpe de cabeça sem hipótese para o guardião. Animou os três mil adeptos, mas o jogo terminou pouco depois com um grande susto para os leões. O Sporting de ontem foi masoquista!

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