“Torcida, a alma do espetáculo” – Edição Especial.

Los Diablos Rojos os Barra Brava do Independiente-ARG

Los Diablos Rojos os Barra Brava do Independiente-ARG

Nessa edição do “Torcida, a Alma do Espetáculo”, iremos falar sobre os “Barra Brava”.
Essa é uma edição especial, pois os Barra Brava não são uma torcida especifica de um clube, mas sim um movimento de torcedores, com novos pensamentos. Essas torcidas são comuns na Argentina, e existem alguns movimentos no Brasil também.
Esses torcedores, invadem os estádios, com cantos e muitos fogos de artifícios, mas eles são responsáveis pelos atos de violência dentro e fora do estádio, o que realmente mancha a imagem do movimento.

Na Argentina, muitas torcidas organizadas são dos Barras Bravas, e se caracterizam como uma torcida que nunca abandona seu clube, mesmo na derrota.
Apesar disso, eles também são responsáveis por espetáculos de violência e também do narcotráfico, afetando socialmente toda a Argentina. Desde o primeiro assassinato ocorrido em 1939 até o princípio de 2000, foram registradas 138 vítimas fatais e uma enorme quantidade de feridos em confrontos entre as barra bravas. As mais violentas são Los diablos rojos, do Independiente, La 12, do Boca Juniors, Los Borrachos del Tablón, do River Plate, La Gloriosa, do San Lorenzo de Almagro, Los Guerreros do Rosario Central, La que nunca abandona do Newell’s Old Boys e Los Funebreros do Chacarita Juniors
Os primeiros atos de violência dos Barra Bravas na Argentina, aconteceram em 1916, e desde então, os Barra Bravas foram crescendo, pouco a pouco, cada time ia recebendo a sua própria Barra. E na década de 60, os dirigentes dos clubes começaram a financiar estes movimentos, pagando suas entradas no eventos e as viagens realizadas. O acesso a este benefício dependia da hierarquia dentro de cada barra. Para tanto, era necessário ser violento, o que aumentou os índices de mortes. Entre 1924 e 1957, só havia registros de 12 mortes a partir da violência do futebol na Argentina.
Muitas vezes, os Barras eram protegidos pelo governo, e não eram investigados ou penalizados por seus atos.

O financiamento de cada barra brava se dá por meios particulares. Porém, um meio comum e freqüente dá-se pelo dinheiro concedido por atletas, dirigentes e políticos, venda de drogas e revenda de ingressos.

Atualmente, a barra bravas não mais são usadas apenas para suas funções originais na Argentina, mas também para pressionar os jogadores a acertarem recisões contratuais menos favoráveis. Os dirigentes contratam os grupos para garantir a segurança dos espetáculos promovidos pelo clube, bem como a pressionar possíveis adversários políticos em eleições internas. Contudo, muitas vezes, os próprios dirigentes são pressionados a contribuir com os Barra Bravas através de ameaças de distúrbios durante as partidas.

No Brasil, as primeiras Barras Bravas, foram a Geral do Grêmio criada no país em 2001, e a Ju-Metal do Clube Atlético Juventus com uma mentalidade diferenciada buscando influências nas torcidas Argentinas.
Em 2004, seguindo a rivalidade entre os dois clubes, nas arquibancadas do Internacional, surgiu uma Barra, a Popular do Inter.
No início de 2006, a torcida do Botafogo também ganhou a sua barra, chamada Loucos pelo Botafogo. Formaram-se, ainda na metade de 2006, o Movimento 105 Minutos, do Atlético Mineiro, a Guerreiros do Almirante, do Vasco, no Rio de Janeiro, e Os Tigres, do Criciúma, mais uma no Sul do Brasil.

Em pouco tempo, houve um boom de barras brasileiras influenciadas pelas novas que se formaram e, principalmente, a partir do uso da Internet. Pelo site de relacionamentos Orkut e do YouTube, jovens apaixonados por seus clubes que tinham aversão à torcida organizada começaram a pesquisar e convocar membros para suas Barras. Entretanto, grande parte de seus criadores evitavam utilizar o termo “Barra Brava” para se autodenominar. Utilizavam a terminologia “Movimento”. Assim, destacaram-se a Unidos Por Uma Paixão do Grêmio Esportivo Brasil, Guerreiros do Almirante do Vasco da Gama, Movimento Infernizada Tricolor do Duque de Caxias Futebol Clube, Alma Alvirrubra do Náutico, Os Tigres do Criciúma, Resistência Alvinegra do Figueirense, os Loucos pelo Botafogo, do Botafogo, A-10 Santista, do Santos, Movimento Brava Ilha, do Sport Club do Recife São-Paulinos na Geral, do São Paulo, a Urubuzada (que se tornaria uma torcida organizada posteriormente), do Flamengo, o Povão Coxa-Branca, do Coritiba, a Guarda-85 do Joinville, a Onda Verde, do Goiás, Portão 10 – Avante Santa Cruz Santa Cruz, o Movimento Avante Esquadrão, do Bahia, o Movimento Sempre Vitória, do Vitória, o Movimento Frente Radical, do América de Natal, a Taba Bugrina, do Guarani, a Loucos da Papada, do Esporte Clube Juventude, e Legião Tricolor do Fluminense.

Uma resposta

  1. com toda certeza hoje a os tigres e a terceira mair barra do brasil e so conferir os caras.

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